Esmaltes na joalharia, sua história e propriedades

Os esmaltes na joalharia são utilizados já desde a antiguidade, numa fase muito inicial os esmaltes foram de grande utilidade porque serviam de substitutos às pedras preciosas (gemas). As primeiras cores que surgiram, tinham como objectivo a imitação de algumas pedras preciosas específicas como, lápis lazuli, turquesa, granada e a cornalina. Já antes do aparecimento dos esmaltes, havia um fascínio exacerbado com os vidros e suas cores.

Utilização do vidro como peças de adorno na Grécia Antiga

Já a civilização Micénica, na Grécia Antiga, usavam colares simples, feitos com pedaços de vidro furados para criar peças de adorno para uso corporal. Também em estudos arqueológicos, também foram encontrados moldes em pedra para vazar o vidro derretido, e assim fazer pequenos objectos com formatos específicos.

No ano 2000 AC, os artesãos iniciaram-se na utilização do bronze, e descobriram técnicas como a soldadura, que revolucionaram o trabalho de metais preciosos como a prata e o ouro. Todas estes passos evolutivos tornaram-se essenciais para suportar os primeiros passos para a criação dos esmaltes usados sobre metais preciosos na joalharia.

Propriedades físicas dos esmaltes, diferentes graus de “fusão” (derretimento)

EsmaltesNormalmente, as cor de esmaltes podem ser catalogadas, por parte do fornecedor, como sendo de grau de “fusão” alta, média ou suave (atenção, o esmalte não funde, amolece e flui). Estas características dos esmaltes definem qual o grau de fusão do esmalte e a temperatura que o forno deve ser regulado para que o esmalte derreta e flua espontaneamente.

Dois esmaltes com características diferentes podem derreter à mesma temperatura, mas um poderá fluir e suavizar mais facilmente um do que o outro, é importante perceber como se podem utilizar esmaltes de características diferentes para tirar o máximo partido para situações específicas como esmaltar superfícies na vertical, como alianças e outras peças de joalharia.

Estes pequenos pormenores parecem ser insignificantes, no entanto são de extrema importância, e podem também fazer-nos entender por que razão, às vezes os esmaltes estalam por levarem outras camadas de esmaltes com um grau de derretimento diferente ao colocado em primeiro lugar.

Um esmalte com um grau de fusão alto ( que derrete e flui facilmente) e um esmalte com um grau de derretimento mais baixo funcionam melhor sobrepostos a um esmalte que derrete a altas temperaturas, do que por baixo de esmaltes que tenham um grau de fusão a baixa temperatura. Se o esmalte que funde a mais alta temperatura for colocado como esmalte final, por cima de outros, os esmaltes de fusão mais baixa vão derreter também e estalar.  Nem todos os esmaltes estão rotulados com as suas características de grau de fusão, e coeficientes de expansão, e isso pode complicar um pouco o trabalho com esmaltes. No entanto à medida que se vai trabalhando com esmaltagem e com as diferentes cores, logo aprenderão sobre as características de cada cor.

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